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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

CONTEXTUALIZAÇÃO

a

POVOS BÁRBAROS

OS POVOS BÁRBAROS
Introdução

Os povos bárbaros eram de origem germânica e habitavam as regiões norte e nordeste da
Europa e noroeste da Ásia, na época do Império Romano. Viveram em relativa harmonia com os romanos até os séculos IV e V da nossa era. Chegaram até a realizar trocas e comércio com os romanos, através das fronteiras. Muitos germânicos eram contratadospara integrarem o poderoso exército romano.
Os romanos usavam a palavra "bárbaros" para todos aqueles que habitavam fora das fronteiras do império e que não falavam a língua oficial dos romanos: o latim. A convivência pacífica entre esses povos e os romanos durou até o século IV, quando uma horda de hunos pressionou os outros povos bárbaros nas fronteiras do Império Romano. Neste século e no seguinte, o que se viu foi uma invasão, muitas vezes violenta, que acabou por derrubar o Império Romano do Ocidente. Além da chegada dos hunos, podemos citar como outros motivos que ocasionaram a invasão dos bárbaros: a busca de riquezas, de solos férteis e de climas agradáveis.
Principais Povos Bárbaros
Francos : estabeleceram-se na região da atual França e fundaram o Reino Franco
Lombardos : invadiram a região norte da Península Itálica
Anglos e Saxões : penetraram e instalaram-se no território da atual Inglaterra
Burgúndios : estabeleceram-se na sudoeste da França
Visigodos : instalaram-se na região da Gália, Itália e Península Ibérica (veja exemplo abaixo da arte visigótica)
Suevos : invadiram e habitaram a Península Ibérica
Vândalos : estabeleceram-se no norte da África e na Península Ibérica
Ostrogodos : invadiram a região da atual Itália


A maioria destes povos organizavam-se em aldeias rurais, compostas por habitações rústicas feitas de barro e galhos de árvores. Praticavam o cultivo de cereais como, por exemplo, o trigo, o feijão, a cevada e a ervilha. 

Criavam gado para obter o couro, a carne e o leite. 
Dedicavam-se também às guerras como forma de saquear riquezas e alimentos. 
Nos momentos de batalhas importantes, escolhiam um guerreiro valente e forte e faziam dele seu líder militar.
Praticavam uma religião politeísta, pois adoravam deuses representantes das forças da natureza. 

Odin era a principal divindade e representava a força do vento e a guerra. 
Para estes povos havia uma vida após a morte, onde os bravos guerreiros mortos em batalhas poderiam desfrutar de um paraíso.
A mistura da cultura germânica com a romana formou grande parte da cultura medieval, pois muitos hábitos e aspectos políticos, artísticos e económicos permaneceram durante toda a Idade Média.
Os Hunos

 Frase atribuída à Átila:
 "Por onde passa o meu cavalo a erva já não cresce".
Dentre os povos bárbaros, os hunos foram os mais violentos e ávidos por guerras e pilhagens.
 Eram nómadas ( não tinham habitação fixa e viviam a percorrer campos e florestas ) e excelentes criadores de cavalos. 
Como não construíam casas, viviam em suas carroças e também em barracas que armavam nos caminhos que percorriam. 
A principal fonte de renda dos hunos era a pratica do saque aos povos dominados. 
Quando chegavam numa região, espalhavam o medo, pois eram extremamente violentos e cruéis com os inimigos. 
O principal líder deste povo foi Átila, o líder huno responsável por diversas conquistas em guerras e batalhas.

OS BÁRBAROS NA PENÍNSULA IBÉRICA

OS BÁRBAROS NA PENÍNSULA IBÉRICA
Em volta do Império Romano viviam povos a quem os Romanos chamavam "Bárbaros" por não falarem latim nem terem os mesmos hábitos. A partir do século III começaram a deslocar-se para Oeste, invadindo o Império e derrotando as legiões romanas.
Assim se deu a queda do Império Romano a Ocidente.
No século V (ano de 409) passaram pela Península Ibérica Alanos e Vândalos, a caminho do Norte de África, e Suevos e Visigodos que aqui se estabeleceram.
No entanto, após anos de guerra, os Visigodos venceram os Suevos, passando a dominar toda a Península.
A capital do reino dos Visigodos era Toledo.
A pouco e pouco, os Visigodos foram adoptando o modo de vida romanizado dos povos peninsulares, tendo-se até convertido ao Cristianismo.
OS BÁRBAROS

2ª INVASÕES BÁRBARAS

2ªs Invasões Bárbaras
A ligação entre benefício e vassalagem tornou-se tão forte, que os nobres obedeciam ao rei, não por serem súbditos, mas por serem vassalos beneficiados com a posse do feudo.
A Europa Ocidental enfrentou nova onde invasões nos séculos VIII, IX e X, o que contribuiu para reforçar a ruralização e diminuir ainda mais o poder dos monarcas.







OS VIKINGS ou NORMANDOS

OS VIKINGS ou NORMANDOS
A terra natal dos Vikings era a Noruega, Suécia e a Dinamarca. Eles e os seus descendentes controlaram, pelo menos temporariamente, a maior parte da costa do mar Báltico, grande parte da Rússia continental, a Normandia na França, Inglaterra, Sicília, Itália meridional e partes da Palestina.
Durante a época antiga e medieval eles estabeleceram vários contactos comerciais com a Europa. 
Porém, entre os séculos VIII e XI, começaram a fazer várias incursões no continente europeu com o objectivo de saquear riquezas e conquistar terras. 
As pesquisas arqueológicas e os relatos históricos indicam que, através dos rios, penetraram em território europeu com seus barcos (drakars), levando o medo e a morte em regiões da França, Alemanha, Inglaterra, Irlanda e Rússia.A instabilidade, causada pelas invasões, fizeram com que o s europeus construíssem castelos e reforçassem a segurança nos portos, mas de nada adiantou em função do grande poderio bélico dos “povos do norte”. 
Além de ter favorecido a construção de castelos, as incursões estimularam a descentralização política durante o feudalismo.

Os Húngaros ou Magiares

Os historiadores crêem que as tribos nómadas magiares entraram na Bacia dos Cárpatos sob a liderança do chefe tribal Árpad, em 896 d.C. 
Dedicando-se inicialmente a incursões e ataques por toda a Europa (da Dinamarca à Península Ibérica), os magiares tiveram a sua expansão bloqueada na batalha de Lechfeld em 955. 
O Estado por eles criado na Bacia dos Cárpatos recebeu a aprovação do Papa em 1001, com a conversão ao cristianismo dos líderes e o reconhecimento de Estêvão I como rei da Hungria.
Quando da conquista húngara, a nação magiar contava provavelmente entre 250.000 e 450.000 pessoas. A população eslava pré-existente foi absorvida pelos recém-chegados, com excepção dos habitantes dos territórios hoje pertencentes à Eslováquia e à Croácia.

Invasão Muçulmana
Muçulmanos

Com a invasão Muçulmana de 711, e a derrota de Roderico (Rodrigo) em Guadalete, a única resistência gótica séria, foi feita em Mérida. 
Com a sua queda todo o noroeste foi submetido. 
Tropas Berberes (povos oriundos do Norte de África) foram colocadas no centro de Portugal e Galiza., mas com a revolta dos Berberes e a grande fome na região (740 - 750), estas foram evacuadas.

OS VIKINGS


ASTÉRIX E OS VIKINGS

A IGREJA CATÓLICA

A IGREJA CATÓLICA NO OCIDENTE EUROPEU
Foi durante a Idade Média que a Igreja Católica
se consolidou como a mais rica e
sólida instituição da Europa ocidental
Após as invasões bárbaras a Europa ficou dividida em vários reinos.
Os povos bárbaros que invadiram o Império romano eram arianos, ou seja, pagãos. 

Adoravam deuses ligados à Natureza, à guerra e à fecundidade.
No clima de desordem que se vivia então na Europa, a Igreja Católica era a única instituição que continuava organizada e capaz de apoiar a população. 

Os papas, os bispos e os monges começaram a cristianizar os chefes bárbaros e a população. 
Muitos reis bárbaros converteram-se ao Cristianismo tornando esta religião oficial e obrigatória nos seus reinos.
CLÓVIS: Rei dos Francos
RECAREDO: Rei dos Visigodos
TEODOMIRO: Rei dos Suevos etc.
Os monges e os mosteiros desempenharam um papel fundamental na evangelização dos povos bárbaros.
Os primeiros mosteiros surgiram no século IV, mas foi no século VI que o monaquismo se organizou surgindo as primeiras ordens religiosas que viviam de acordo com a REGRA, ou seja, um conjunto de regras que orientam a sua vida quotidiana.
A primeira ordem religiosa foi a beneditina, que vivia de acordo com a REGRA DE SÃO BENTO DE NÚRSIA.
Os mosteiros deviam ser auto-suficientes. 

Os monges trabalhavam a terra, faziam os seus utensílios, rezavam, copiavam livros (monges copistas) e prestavam assistência às populações. 
Os mosteiros eram centros de vida cristã, mas também de cultura pois neles funcionavam ESCOLAS.
O CLERO dividia-se em:
-CLERO REGULAR (abades, monges e freiras)que viviam nos mosteiros.
-CLERO SECULAR (Arcebispos;bispos e párocos)que viviam nas cidades e aldeias, junto á população
IGREJA CATÓLICA: Conjunto de fiéis que seguem a religião cristã na sua forma tradicional, ensinada pela Igreja, chefiada pelo Papa (bispo de Roma)
A HISTÓRIA DO VATICANO



A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA

FICHA DE AVALIAÇÃO

C1 – A Europa cristã do séc. VI ao séc. IX


1.        Lê o texto seguinte:
Documento A

“Vós todos, que viveis na comunidade, respeitai as ordens do vosso Abade. Fazei o que vos é ordenado para vossa salvação, porque grande é a recompensa dos que obedecem, sem murmurar, aos preceitos da salvação. E vós, santos Abades, conduzi à santidade, com a ajuda do Senhor, o rebanho que vos foi confiado.”

Cassiodoro, Instituições. Século VI


1.1.             Segundo o documento A, qual era o principal dever dos religiosos que viviam em comunidade?


2.            Lê o documento A.

Documento A

“A multidão dos Normandos não deixa de crescer, por toda a parte os cristãos são vítimas de massacres, pilhagens, devastações, incêndios, cujos testemunhos subsistirão enquanto durar o Mundo. Tomam todas as cidades que atravessam sem que alguém lhes resista […]; muitas cinzas de santos são roubadas […].

Alguns anos depois, um número incalculável de navios normandos sobe o rio Sena [em França]. O mal aumenta nessa região […]. Quase não há localidade ou mosteiro que seja respeitado, todos os habitantes fogem e raros são os que dizer: “Ficai, ficai, lutai pelo vosso país, pelos vossos filhos, pela vossa família!”

Ermentário, História dos Milagres e das Trasladações de São Felisberto (adaptado)

2.1.        Identifica o povo invasor referido no documento A.

2.2.        Identifica a região da Europa por eles atacada referido no documento A.

2.3.        Indica os locais que eram preferencialmente atacados pelos invasores .

2.4.        Transcreve uma frase que sugira que este povo invasor não era cristão.

3.            Lê o documento A.

Documento A

“ Em nome de Deus, eu, o conde Eberhard e minha mulher Hemeltrude, pela salvação da nossa alma e remissão dos nossos pecados e a fim de merecermos mais tarde o perdão eterno, doamos ao mosteiro de Murbach a propriedade que herdamos no lugar de Pérouse, no país da Alsácia, com tudo o que nela possuímos: casas, servos, colonos, animais, terras, bosques, prados, pastagens, águas paradas e correntes, a fim de que, a partir de hoje, os monges possam dispor livremente dos ditos bens e usar deles como os seus superiores entenderem conveniente para o mosteiro.”

Documento de doação. Século IX

3.1.        Tendo em conta o documento A, refere:

a)            quem faz a doação:_______________________________________________________

b)           a quem é feita a doação:___________________________________________________

c)            o que é doado:___________________________________________________________

d)           razões da doação:________________________________________________________